Maria da Graça Carmona e Costa

Presidente do Júri

Ligada ao mundo da arte há quase 50 anos, o percurso de Maria da Graça Carmona e Costa entre os fins dos anos 70 e os fins dos anos 80 é indissociável da atividade e programação da Galeria Quadrum e da sua fundadora, Dulce D’Agro. Depois de 13 anos de colaboração, coincidiu a saída da Quadrum com a fundação da galeria Giefarte, um espaço criado à sua imagem, abrangente, onde os afetos e a relação com o artista sempre foram o mais importante. Espaço que ainda hoje continua a dirigir e que mantém uma forte atividade expositiva.

Em 1997 fundou com Vítor Manuel Carmona e Costa, seu marido, a Fundação Carmona e Costa, tendo esta como principal propósito o apoio a atividades de índole educativa, formativa, cultural, e com o objetivo particular de desenvolver e dinamizar projetos de Arte Contemporânea Portuguesa. Em junho de 2005 foi inaugurado o Espaço Arte Contemporânea da Fundação, dirigido à realização de exposições temporárias na área do desenho, aqui compreendido como prática transversal a todas as disciplinas artísticas.

Painel de Júris

Filipa
Oliveira

Anselm
Franke

Elfi
Turpin

Jonathan
Watkins

Filipa Oliveira

Filipa Oliveira é curadora e coordenadora do Navigator Art on Paper Prize. Foi diretora artística do Fórum Eugénio de Almeida, Évora, entre janeiro 2015 e dezembro de 2017, onde desenvolveu um programa de exposições, projetos educativos e colaborações institucionais nacionais e internacionais. Trabalhou como curadora independente desde 2002 comissariando várias exposições em instituições como Centro Cultural de Belém, Kettle’s Yard, John Hansards Gallery, Tate Modern, Fundação Calouste Gulbenkian Centro de Arte Moderna, Fondation Calouste Gulbenkian, Crac Alsace, Kunstverein Springhornhof, Mead Gallery, Frieze Projects, Museu Coleção Berardo, Fundação EDP, entre outras. Foi curadora convidada em 2009/10 da série de exposições Portuguese Wave no Threshold Artspace; curadora assistente na 28ª Bienal de São Paulo em 2010 e em 2012 foi curadora convidada do projeto Satellite no Jeu de Paume. Foi membro do Comité Curatorial da trienal ‘Prospect 4’ em Nova Orleães em 2017. Entre 2005 e 2009 foi coordenadora internacional do Prémio Ariane de Rothschild. Foi membro do Júri de seleção e curadora do Prémio EDP Novos Artistas entre 2013 e 2017.

Anselm Franke

Anselm Franke é desde 2013 diretor do Departamento de Artes Visuais e Cinema da Haus der Kulturen der Welt. Entre 2006 e 2010 foi diretor da “Extra City Kunsthal Antwerp”, na Bélgica, onde foi curador de exposições como “Animism” (2010), “Mimétisme” (2008) e “Sergei Eisenstein: The Mexican Drawings” (2009).

Anteriormente, entre 2001 e 2006 foi curador do KW Institute for Contemporary Art em Berlim. Em 2005, com Stefanie Schulte Strathaus, cofundou o “Forum Expanded” para o Festival Internacional de Cinema de Berlim, tendo-se mantido enquanto co-curador do mesmo desde então. Foi curador-chefe da Bienal de Taipei em 2012, da Bienal de Xangai em 2014, da Bienal de Bruxelas em 2009 e co-curador da Manifesta 7 em 2008. O seu projeto “Animism” foi exibido de 2009 a 2014 e em colaboração com diversos parceiros em Antuérpia, Berna, Viena, Berlim, Nova York, Shenzhen, Seul e Beirute. Anselm Franke é ainda professor convidado no HISK em Gent.

Elfi Turpin

Elfi Turpin é diretora artística do Centre Rhénan d’Art Contemporain – CRAC Alsace desde dezembro de 2012, onde foi curadora de múltiplas exposições entre as quais: Elisabetta Benassi (2013); Anti-Narcissus (2014); Der Leone Have Sept Cabeças (2014); Daniel Steegmann Mangrané (2014); Sophie Nys (2015); Musa paradisíaca (2015); Natalie Czech (2016); La liberté sans nom (2016); com Victor Costales, Zigzag Incisions (2017) ; Jarbas Lopes (2017), entre outras. De 2003 a 2006, integrou o Glassbox, um espaço dirigido por artistas parisienses cujo objetivo era apoiar a cena artística prospetiva em França e no exterior onde coprogramou e organizou várias exposições e eventos. Em 2007 fundou, com a artista Kristina Solomoukha, o grupo “Fanclub”, cujo objetivo era criar projetos colaborativos artísticos através do ensino, exposições e publicações. Em 2008, foi curadora convidada do Capacete, no Rio de Janeiro, e participou, em 2010, no “Programa Capacete” na 29ª Bienal de São Paulo, durante o qual realizou um workshop e desenvolveu um projeto de pesquisa com o artista Louidgi Beltrame.

Jonathan Watkins

Jonathan Watkins é diretor da Ikon Gallery desde 1999. Anteriormente, trabalhou durante vários anos em Londres, como curador da Serpentine Gallery (1995-1997) e diretor da Chisenhale Gallery (1990-1995). Foi curador de uma série de grandes exposições internacionais, entre elas a Bienal de Sydney (1998), “Facts of Life: Contemporary Japanese Art” (Hayward Gallery, Londres, 2001), Trienal da Tate (2003), Bienal de Xangai (2006) ou Trienal de Guangzhou (2012). Integrou a equipa curatorial da “Europarte” (Bienal de Veneza, 1997), “Milano Europa 2000” (Palazzo di Triennale, Milão, 2000) e Bienal de Riwaq, na Palestina, em 2007. Foi curador do Pavilhão do Iraque na Bienal de Veneza em 2013 e da instalação “Floating World”, no Bahrain, em 2017. Escreveu extensivamente sobre arte contemporânea, com ensaios focados no trabalho de artistas como Giuseppe Penone, Martin Creed ou Semyon Faibisovich, entre outros. É autor da monografia da Phaidon sobre o artista japonês On Kawara. Jonathan Watkins integrou vários comitês e conselhos consultivo, recentemente para o Imperial War Museum (2011 – 2016) e “14-18 Now: First World War Centenary Cultural Programme” (2013 – …).

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